Taly Cohen, (São Paulo, SP, 1978) tem como principal condutor, o espaço tempo feminino.

As cores sobrepostas com fortes pigmentos, em seus formatos dinâmicos, traduzem a incerteza interna para o absoluto externo.

Sua forma de gritar para o mundo sua inquietação.

As linhas se fundem com letras, suas letras interferem nas imagens e as imagens consubstanciam com o todo.

A desordem colocando ordem.

A harmonia das formas e cores enaltecem o expectador, criando devaneios que confrontam a realidade.

A arte e o seu poder.

A poesia visual atrai o olhar e o leva a passear pelos momentos vivenciados.

A transparência das texturas cria camadas que questionam a abstração do eu em suas obras.

Camadas que vão deixando marcas, criando uma história.

São cartas pintadas, pensamentos registrados.

Um caos organizado e orgânico, que propicia diversas interpretações de uma mesma imagem.

As cores pulsam e trepidam na figura de manifestação intensa, em um universo complexo e surpreendentemente sereno.

Seus trabalhos cruzam diferentes linguagens, para modificar a compreensão e o espaço em que se inserem.

Sua alma pede luz, nunca escuridão.

Taly Cohen (Sao Paulo, Brazil, 1978) has as it main driver the feminine time and space.

The colors superimposed with strong pigments, in their dynamic formats, translate the internal uncertainty to the external absolute.

Her way of shouting to the world my restlessness.

The lines merge with letters, the letters interfere with the images and the images form a new whole.

The disorder putting order.

The harmony of shapes and colors exalt the viewer, creating daydreams that confront reality.

Art and its power.

Visual poetry attracts the eye and takes you to stroll through the moments experienced.

The transparency of the textures creates layers that question the abstraction of the self in her works.

Layers that leave marks, creating a story. They are painted letters, registered thoughts.

An organized and organic chaos, which provides several interpretations of the same image.

The colors pulsate and vibrate in the figure of intense manifestation, in a complex and surprisingly serene universe.

Her works cross different languages, to modify the understanding and the space in which they are inserted.

Her soul asks for light.