Taly Cohen, (São Paulo, SP, 1978)

Taly Cohen (n. 1978) é uma artista contemporânea radicada em São Paulo, Brasil. Seu trabalho explora o espaço urbano, a condição humana e sua herança cultural. A arte de Cohen é reconhecida por sua vibração e cores ricas, refletindo a diversidade da cultura brasileira e a vivacidade de seu povo. Suas pinturas incorporam vinilica, tinta acrílica, tinta spray, colagem e caneta de tinta acrílica. As fortes linhas sinuosas em seu trabalho sobrepostas em vistas abstratas e oníricas aludem à linhagem de uma pessoa em particular, à própria ancestralidade judaica de Cohen. Ela homenageia a sobrevivência de sua avó e de outros ancestrais durante o Holocausto e sua paixão por viver e prosperar. Seus avós maternos colecionavam arte europeia enquanto moravam na Polônia. Sua coleção foi confiscada pelos nazistas, mas seu amor pela arte foi passado para as seguintes gerações. Cohen começou a pintar aos 9 anos, repetindo e conectando as linhas em seu trabalho para enfatizar seu vínculo com sua herança artística.

Suas janelas de quarentena, que tecem polietileno, seda, gorgurão e rede de cetim em chassis de madeira, refletem seu desejo de unir as pessoas em um momento delicado como o isolamento da pandemia. A série começou com ela tecendo a rede de segurança de sua varanda. As redes são onipresentes nas principais cidades do Brasil, onde as crianças correm o risco de cair de prédios de apartamentos altos. A colorida criação de Cohen, destinada a se comunicar com o mundo exterior, levou-a a construir debates sobre os temas universais de alienação e a busca pela interação social. A instalação urbana em sua varanda surgiu como uma nova forma de exposição pública de arte. Cada instalação escultórica, destinada a ser pendurada na parede, conta com diferentes materiais para representar a esperança e um desejo coletivo de se conectar com o mundo exterior. As obras são emolduradas por janelas, incluindo aquelas recuperadas de edifícios destruídos, para dar um novo fôlego à paisagem urbana. Alguns incorporam zíperes para ilustrar a abertura e o fechamento do mundo no último ano, enquanto tecidos delicados revelam a fragilidade da vida humana.

Cultura, arte e música foram influências constantes durante a infância de Cohen. Bacharel em Artes Plasticas pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), uma das instituições acadêmicas de maior prestígio no Brasil, ela também obteve várias certificações profissionais em edição de vídeo, design de moda, design gráfico e publicidade. Seu trabalho já esteve em diversas exposições individuais no Brasil, bem como em mostras coletivas no Brasil e nos Estados Unidos, incluindo SPArte em São Paulo, Art Basel e White Porch Gallery em Miami. Chase Contemporary é a primeira galeria de Nova York a representar Cohen.

Natasha Gural (Jornalista Fine Arts, Forbes USA) para Chase Contemporary, Nova Iorque.

Taly Cohen, (São Paulo, SP, 1978)

Taly Cohen (b. 1978) is a contemporary artist based in São Paulo, Brazil. Her work explores urban space, the human condition, and her cultural heritage. Cohen’s art is recognized for its vibrancy and rich colors, reflecting the diversity of Brazilian culture and the vivacity of its people. Her paintings incorporate vinyl, acrylic, spray paint, collage, and acrylic ink pen. The strong serpentine lines in her work superimposed over abstract, dreamlike vistas allude to one's lineage, in particular to Cohen's own Jewish ancestry. She honors the survival of her grandmother and other ancestors during the Holocaust, and their passion to live and thrive. Her maternal grandparents collected European art while living in Poland. Their collection was confiscated by the Nazis, but their love of art was never stolen and has been passed down to Cohen’s two young daughters. Cohen began painting at age 9, repeating and connecting the lines in her work to underscore her bond with her heritage.

Her Quarantine Windows, which weave together polyethylene, silk, grosgrain, and satin net onto wooden chassis, reflect her desire to unite people and her exploration of isolation and fear. The series began with her weaving the child safety net outside her balcony. The nets are ubiquitous in Brazil's major cities, where children are at risk of tumbling from high-rise apartment buildings. Cohen’s colorful creation, intended to communicate with the outside world, garnered massive social media and mainstream media attention in São Paulo and throughout Brazil, prompting her to build on the universal themes of alienation and the quest for social interaction. The urban installation on her balcony emerged as a new form of public art exhibition. Each sculptural installation, intended to be hung on the wall, relies on different materials to depict hope and a collective desire to connect with the outside world. The works are framed by windows, including those reclaimed from blighted buildings, to breathe new life into the urban landscape. Some incorporate zippers to illustrate the opening and closing of the world over the last year, while delicate fabrics reveal the fragility of human life.

Culture, art, and music were constant influences throughout Cohen’s childhood. In 2019, women comprised a mere 6 percent of all artists represented by galleries and museums in Brazil, but Cohen’s career took off quickly after she earned her BFA at FAAP (Armando Alvares Penteado Foundation), one of the most prestigious academic institutions in Brazil. She has earned various professional certifications in video editing (Senac Sao Paulo, or the National Service for Commercial Learning), fashion design (Senac and IBModa, Brazilian Fashion Institute), graphic design (FAAP), and publicity (Escola Panamericana de Artes, or Pan American School of Art). Her work has been on view at several solo exhibitions in Brazil, as well as group shows in Brazil and the United States, including Art Basel Miami and White Porch Gallery in Miami. Chase Contemporary is the first New York gallery to represent Cohen.

Natasha Gural (Fine Arts Journalist, Forbes USA) for Chase Contemporary, New York.